Antes de ser acolhido na União Zoófila, o Bruno vivia confinado. Nunca tinha sido levado em passeio, não conhecia pessoas ou outros cães, além da sua companheira, Bruna. Tornou-se idoso nestas condições. E tem sido já idoso que, na UZ, descobre, pouco a pouco, o mundo. E o mundo conhece o Bruno – um cão de olhar comovente, tímido mais gentil, assustado mas corajoso, um cão que começa a expressar-se e descobrir-se a si próprio: por exemplo, quando ladra parece não perceber imediatamente que aquele som é ele a produzi-lo. O Bruno é um cão puro, no sentido em que, sendo sénior, também nasceu agora.
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